16 de outubro de 2017

Nathália e Marcelo

Exigente como poucas. A noiva q orçou 39 cerimoniais e me escolheu. Conquistou? Pouco, não. Conquistou com força! Amo desde sempre. Organizada, q me colocou, no mínimo, mediana, no quesito. Eita, q, modestamente, vi poucos mais organizados q eu, no assunto trabalho.  

Eu a sinto como minha predestinada. Minha cúmplice! Compreende minha sensação, qd penso q o outro sempre me odeia, pq exijo demais. Tb qd sabe q essa exigência é muito maior a nós mesmas. Um peq tropeço, vira morte, qd achamos q poderíamos ter feito melhor. Sofremos por cobrar muito do outro e nos culpamos por isso. Mas, cobramos de nós, como se fôssemos Mulher Maravilha. Qd o corpo reclama por não aguentar nossos excessos, físicos e emocionais, mandamos ele calar a boca e não tem conversa - é p fazer, bora! No prazo e muito bem feito, pq menos q isso, é lixo e começaremos do zero, se não correspondermos ao padrão q fantasiamos, seja ele razoável ou surreal. A dor e a delícia de sermos o q somos! Querer ser super heroína, numa realidade de humanos.

Ela é linda e parece a menina do filme. Ela bate qd precisa, mas é carinhosa qd seu coração manda. Ela defende seu nome, se achar q vc merece. Ela acredita no q escolheu, mesmo querendo fazer td em vez de do outro, p sair do jeito dela. Ela compartilhou comigo seu momento noiva. Me trouxe alegria e orgulho por isso. Ela veio c cada vírgula alinhada e não imagina como isso facilita meu trabalho. Ela riu dos meus vídeos e leu cada palavra q escrevi. Acho q eu e ela esperamos esse post, q chegou rápido e dificulta meu raciocínio, pq é muito assunto p expor. Sim, nossa relação foi intensa. Intensa como a gente é, por natureza! Sim, eu criei um apego q não consigo explicar. Talvez o espelho refletido explique. Apesar, da minha derrota organizacional, qd vi como ela lida com planilhas. Fico fóbica, só de pensar! Não consigo lidar, 7 x 1 p ela...

Obrigada, minha Nati, vou encerrar na raça, pq falar de vc é sem fim. Vc me trouxe lições, conhecimento, discernimento, trouxe sua família querida como prêmio extra (obrigada, Cláudia e Ricardo), trouxe o namorado-noivo (obrigada, Marcelo) de 13 anos de relacionamento (ganhou de nv dos meus 9, kkkk). Eu sempre, em algum momento da cerimônia, sinto vontade de chorar. Pela beleza do instante, por ver tudo se materializando, por sentir o dever se cumprir. Na sua cerimônia, eu quis muito chorar. Era o fim do medo, o alívio de ver o planejamento funcionar tão bem, como estava na mente, como vc merecia, como lutei p ser. Era o início de um dia perfeito, uma alegria por te ver sorrir e te sentir feliz! Talvez o momento mais cúmplice q tivemos, foi nosso momento da plenitude, sem dúvida alguma.

Fotos: Ana Paula Lobato

















4 de outubro de 2017

Batizado Maria

Adio a publicação do post, como forma de prolongar o contato. Ainda falta escrever a postagem, ainda falta uma página do livro. Amo os personagens, mais ainda por saber q são reais. Também por saber q já se encontram em minha estrada da vida há tt tempo. 

Nestes anos todos, falei um monte deles. Tt, q já se tornou redundante. Nenhum probl, redundância de amor, quem não quer? Mas, nesse vocabulário todo, acho q faltou um pouco mais dela. Raquel foi fundamental à minha entrada nesta história, a qual amo sem fim. Pequetita, de fala firme, sorrisão sempre, energia delícia. Raquel, cuidadora, protetora, a irmã, tia, cunhada, filha mais nova q mais parece mãezona de tds. Faz da causa do outro, a sua própria, chama a responsabilidade, sem medo, escolhe sem dúvida, é doce qd precisa e dura, se houver razão p tal. Tudo numa educação q amo. Num astral lá no topo e num salto (literal), q me abala absurdamente como mulher. Como assim, subir num agulha altíssimo e permanecer, do início ao fim, em pé o tempo todo? Arraaaaaaaasa, poderosa!

Raquel é tia de Maria, não tem como não falar da bebê lindeza, c nome da mãe de Jesus, nossa protagonista da vez, com ar de bonequinha. Raquel é tia do Henrique e ele é irmão da Maria. Raquel é irmã da Luisa, a moça de generosidade que me emociona e gentileza q ultrapassa limites. Raquel é cunhada do Guilherme, uma das pessoas mais polidas q conheci e sempre penso "-Jesus, como eu queria sem assim!". E essa tchurma é elo de uma lista grandinha de queridos q não me imagino sem, nunca mais! Taísa, obrigada por dar início a tudo - eu sempre repetirei e serei grata por isso.

Fotos: Vanessa Gori e Liliana Queiroz































18 de setembro de 2017

Quando eu te disse q fico até o fim...

Quando eu te disse que fico até o fim, eu não expliquei tudo. A postura de vítima não me cabe. Somos circunstancialmente vítimas, mas, no geral, escolhemos os passos e somos resultado deles. Somos frutos daquilo q cultivamos.

Quando eu te disse q fico até o fim, eu não te disse q meu avô morreu num sábado de casamento. Fui me despedir e permaneci por 10 min, foi o tempo q eu tive p estar ali. Deixei minha avó e minha mãe chorando e sofrendo. Engoli o choro, dobrei e guardei na gaveta do coração. Havia outra neta p eu cuidar e cumpri o prometido. Até o fim... Acabado o evento, fui enterrar meu avô. 

Quando eu te disse q fico até o fim, eu não te disse q cheguei do casamento, com a minha filha bebê e corri p dar um beijo, na madrugada e ela não estava. Estava no hospital. Coisa de criança, nada sério. Mas, não ter colo de mãe, é sério de doer a alma. Chorei o quanto pude. Engoli e guardei na gaveta do coração. Eu estava cuidando de outra filha, até o fim, enquanto a minha estava no hospital. 

Quando eu te disse q fico até o fim, eu não te contei q nunca consegui gerar um segundo filho. Nada demais, sou plena com a alegria de ser mãe de minha Manu. Mas, a escola marcou a primeira formatura dela, após alfabetização, num dia de casamento. E eu não vi minha única filha formar. Enquanto isso ocorria, eu casava a filha de alguém, até o fim... e chorava num canto, qd doeu forte. Engoli o choro, dobrei e guardei na gaveta do coração, mais uma vez. 

Quando eu te disse q fico até o fim, eu não te contei q desmaiei às 11h. Vivi a dor do corpo e a fraqueza por 10 min. Chorei de pena de mim, só um pouquinho, menos de 10 min. Engoli o choro, dobrei e guardei na gaveta do coração. Uma hora depois, outra pessoa precisava de mim. E era minha vez de enxugar lágrimas, pq ela sofria pela igreja q estaria em reforma. Permaneci na reunião até o fim...

Sou consequência da minha escolha de tanta entrega. Sempre me pergunto por que tanto assim. Não sei responder. Nem, certo, sei se é...Somente sei q será assim... Era o q eu queria ter explicado, qd eu te disse q fico até o fim.


13 de setembro de 2017

Bárbara e Felipe

Ah, como adoro essa família cheia de Bs. Já falei q precisam ser, todas, "minhas". Começou com a Beh e o Bruno, 5 anos atrás, casal fofo, minha noiva doce e presente, querida demais, minha primeira porta para essa casa q adotei. Desta vez, a Bah, intensa, entusiasmada, decidida, acelerada e o Felipe, equilíbrio dela, mais calmo, numa velocidade menos frenética, uma emoção mais contida e serena, enfim, a outra metade da laranja. Interessante, os casais se equilibrando, parece q se moldam, um lapida o outro, gosto disso!

Sempre me lembrarei da alegria quando pisou e se apaixonou pelo Far East. Do tom animado a cada escolha q fazia. Como ela acreditava nos seus passos e, de fato, tem q ser assim - escolher c a certeza da melhor decisão tomada. Ahhhh, e quanta felicidade eu tenho por fazer parte deste time. Tudo ali tinha a personalidade da Bah. Do bouquet de girassol, às guloseimas q super fizeram sucesso. Do mais tradicional ao informal. Tudo com charme, seja nos detalhes previsíveis, seja nos inusitados. Um monte de toque de Bah, impondo sua marca registrada e encantando. Animação? Eita, a festa q me levou aos calafrios, quando vi o palco fazendo um U, com a galera em cima, descontrolada, enlouquecida, "se acabando até o chão", kkkk. Q saudade! Como é bom recordar. 

Vontade de ter máquina do tempo e regressar. Acho q o remédio, agora, é esperar o da Bruna. Depois, a Brendha. Já está tudo planejado. Mais 5 anos, a Bruna, mais 10, a Brendinha. É... continuo desejando a máquina do tempo, desta vez para acelerar o processo. Desejo de prolongar a convivência. Carinho q se estende, sentimento q não tem fim. Como é bom! Bom, com B bem grande. A letra das minhas meninas. Todas minhas. Obrigada, pelos últimos 5 anos! Que o tempo se prolongue até eu precisar de uma bengalinha, pode ser?


Fotos: Alexandre Namour