16 de janeiro de 2019

Ana e Orlando

Eu queria ter escrito esse post imediatamente depois do evento, como o casamento q fechou meu 2018 com máxima alegria. Acabei procrastinando e cá estamos, já em meados de janeiro. Vida q corre! Vidas q se cruzam! Vida q surge! Vida q encanta! Tá confuso, mas tá fofo! Como, de fato, a vida é nos seus melhores dias e isso traz sentido ao q for, sei q todos entendem o q quero dizer!

Em setembro de 2018, eles chegaram por indicação do Cristiano e da Carol (ele, irmão da Ana, todos eles, NOSSOS, aliás turma toda pra chamar de eternamente MINHA). Pra ser bem exata, 27/09, vieram com casamento previsto para logo, mas ainda sem data ou local, partindo do zero, marco zero mesmo. Começamos a moldar tudo, num misto de entusiasmo absoluto e frio na barriga pela grande jornada q teríamos naquele prazo curto do "mano velho", tempo. Definimos juntos a data e o cenário perfeito (Província). Meu Deus, fechar o ano no espaço q acho lindo, com um casal deuso, uma história digna de cinema com direito a final feliz, era um presente bom demais da conta, diria qlq bom mineiro. Compartilhamos pouco mais de 2 meses, numa intensidade absurda. Comemoramos cada passo dado. Sentimos o encanto tomar conta. Na direção q a gente ia, parecia ter dedo de Deus conduzindo. Tudo foi se encaixando de um jeito, q parecia magia. Só podia, certamente, ser dedo de Deus!

Numa semana chuvosa, um sábado aberto, permitindo a sonhada cerimônia ao ar livre. Nas palavras doces e encantadoras do Celito, o anúncio da vinda de uma menininha e a voz da Chris Canta pronunciando "Tu vens, Tu vens, Eu já escuto os teus sinais", eita q arrepio até hoje, sempre que me lembro. Houve sol, houve sorriso, houve amor, houve poesia. Houve afeto, dedicação, carinho, entrega, emoção, simpatia e empatia. Houve tudo q se espera de um dia feliz! Q grande presente, fechar assim a agenda do ano. No desassossego de um 2018 que ainda se mostrou tão turbulento, um final de ano ao lado de Ana e Orlando (sem me esquecer de citar a Adriana, ela sabe bem o porquê). Agradeço por esse privilégio inesperado e pela confiança depositada em cada palavra q eu dizia. Agradeço por serem o melhor adeus daquele ano e simbolizarem as melhores boas-vindas a 2019. Agradeço por dividirem comigo essa história maravilhosa, que só me faz ter mais certeza do amor como o mais nobre dos sentimentos. História que me faz crer num amanhã que, desconhecido por ser futuro, ainda assim, pode ser mais feliz que hoje. A vida e seus presentes! Q surjam sempre Anas e Orlandos, ressignificando nossos dias.

Foto: Agência Uai


10 de janeiro de 2019

A vida e suas flores

Estranho, o temperamento humano. A gente deveria se alegrar com a alegria do outro. Mas, o caos sempre parece seduzir mais. Fato é q o mesmo caos q atrai tb gera uma solidariedade. Não sei se seria uma compensação do subconsciente pela atração ao trágico ou uma bondade genuína da natureza humana. Sei lá... um tal de posso ajudar q aparece e é fofo e estranho ao mesmo tempo. Seria bem bacana se na alegria, aparecesse um alguém qualquer e dissesse OI, POSSO AJUDAR A AUMENTAR AINDA MAIS SUA ALEGRIA? Não, não é comum isso. Do mesmo jeito q não é comum, mesmo na dor, alguém aparecer e EFETUAR uma atitude além das palavras.

Não é comum, mas acontece! Eu vi e vivi. Não vou entrar em detalhes. Ele sabe quem ele é e o q ele fez. Talvez, só não saiba o quanto significou. Ele se provou meu amigo e foi solidário. Viu meu momento de dor e disse VOU FAZER ISSO PARA ALIVIAR SUA DOR, É O Q EU POSSO E QUERO FAZER NESSE MOMENTO. E, nesta frase, a atitude se encerrou, pq eu vetei a continuidade. Pra q continuar, se, naquele instante, eu ganhei meu maior presente? Eu tive a certeza de ter uma amizade verdadeira, um colo para momentos difíceis, um pilar para me sustentar e alguém q, na gratuidade da generosidade, se dispôs a doar o seu bem para compensar minha perda. Obrigada, amigo! Vc foi meu bem maior. Daqueles q a vida traz como presente, como dádiva divina e divinamente inexplicável. Eu espero nunca precisar de nada além do seu carinho, pois ele me basta. Mas, é um conforto saber q, numa necessidade, sua mão estará lá, estendida e pronta a solucionar o caos. Nunca será uma pergunta - POSSO TE AJUDAR? E, sim, uma exclamação - ISSO É PARA TE AJUDAR! Obrigada além de mim. Amo vc!

Para ilustrar o post, decoração linda do casamento da Bruna e Bernardo
Fotos: Lucas Nishimoto
Decoração: Rogério Paulino
Espaço Província























7 de janeiro de 2019

Camila e Vinícius

Eles se conheceram numa viagem entre amigos, mas nada rolou ali. Houve uma longa história, um tanto difícil de detalhar, envolvendo a quase morte dele e vamos pular um pouco até chegar no fato fofo e marcante. Prestando um trabalho solidário, onde ela era a Bela e ele o Batman, eles escreviam as  suas páginas que nos encantam e nos permitem recontar o conto. Fazendo o bem a outro alguém, eles se descobriam e se apaixonavam. Usando trajes de personagens, eles protagonizavam, na vida real, uma história digna de fantasia. Não tenho um conhecimento tão prolongado a ponto de contar detalhes. Mas, não é todo dia q temos um noivo q levou um tiro num sequestro e uma noiva q consagrou seus 5 anos de cura, após vencer um câncer. Não é todo dia que um casal se casa e leva como filhos um cachorro grande adotado  (até aí, ok, nada tão anormal) e uma cobra de estimação q ela chama de "meu filho lindo" (eita, filho cobra, só tinha visto em metáfora). E o q seu filho lindo come, noiva? "Ratos, a gente já compra abatido
. Toda hora eu olho se tá tudo bem com ele, tô apaixonada".  kkkkk. Sim, definitivamente é um casal único, especial e inusitado.

Ela é linda e ele também. Ela conviveu mais estreitamente comigo, enquanto preparava o casamento e eu me apaixonava mais a cada dia. Eu nunca a vi de mau humor, sempre a melhor cara e a melhor voz do mundo. Eu nunca a vi sofrer por causa dos preparativos, era sempre uma alegria. Eu nunca a vi insegura, apavorada ou reclamando. É o tipo de pessoa que sempre acha tudo bom, que conduz tudo com leveza e confesso q tentei absorver um pouco dessa sabedoria  q  parece existir o tempo todo. Eu amei qd ela passou a me chamar de fada e eu a chamava de divah. Eu amei qd ela veio e nem quis saber de outro cerimonial, houve um elo de confiança e reciprocidade difícil de explicar. Comemoramos juntas cada contratação. Imaginamos o big day, como se fosse nosso e, como o gosto era parecido em muitos detalhes, de fato foi beeeem nosso, amei isso tb. Rimos muito qd o vestido era um e, no meio da caminhada, passou a ser outro, decidida até para mudar a própria decisão (e que bela troca). 

Estranho escrever esse post. Parece um pouco desconexo. Na verdade, deliciosamente desconexo e azar. Trazer coerência demais seria calar a voz do coração, seria inibir a espontaneidade e duas das características q mais a definem, certamente, são leveza e espontaneidade. Para arrematar meus suspiros, um noivo q olhava p ela e se perguntava, com máximo encantamento, QUE MULHER É ESSA? Foi lindo! São lindos. Protagonizaram um dia surreal, num cenário surreal e foram surreais até na sessão pós-wedding, qd a foto mais romântica viralizou, retratando um pouco de tudo q eles representam -  um misto encantador de realidade e fantasia. Q privilégio me sentir em um conto mágico e ainda ser chamada de fada. Obrigada, minha princesa e meu príncipe. Q, assim como nos livros, vcs sejam felizes para sempre!

Fotos: Agência Uai