3 de dezembro de 2018

Mariana e Daniel

Não sei o q acontece, mas tem vez q eu começo e recomeço o post um monte de vezes. Nada a dizer ou muito a dizer. Talvez medo de repetir e parecer cansativa. Logo eu, incansável em reviver casamentos. Logo eu, q enxergo cada um de forma tão particular. Logo eu, q entro de cabeça e me apego com força. Estranha sensação! Com a Mari e Daniel, a coisa tá meio assim. Escrevo e apago, mil vezes. Acho q foi uma caminhada tão intensa, q tá difícil expressar ou compactar. Afinal, não é td dia q temos tanto ineditismo, num ritual q tanto se repete na vida de cerimonialistas.

A sogra da noiva ou mãe do noivo ou apenas Rosana, querida do coração, a quem devo gratidão porque deu início a tudo, num contato formalizado após nos conhecer em um casamento. Obrigada por ser nosso cupido e por acreditar q esse triângulo cerimonial - Mari - Daniel daria tão certo! 

O casamento que começou pequeno e ficou grande, mas permaneceu lindo, desde o primeiro instante!

O casal que disse "COM OU SEM CHUVA, EU SÓ CASO NO JARDIM!". Tá, q doideira. Mas, maluquice maior foi um time todo de profissionais q concordou com a ideia e lá estávamos com São Pedro mandando sorte e fartura, segundo a tradição. Os convidados que também abraçaram a causa e eu nunca imaginei mulheres concordando em molhar seus penteados e seus melhores vestidos por amor ao casal e generosidade, absoluta. Necessária, naquele instante.

A árvore que caiu, quebrou o telhado e molhou a cozinha. Sim, foi uma mega tempestade. E daí? Havia uma energia forte que não permitiu drama nenhum. Queríamos soluções e é impressionante como tudo se torna mais fácil quando as pessoas se unem. Foi bonita a entrega. Um monte de gente agilizando p solucionar o q estava em nosso alcance. "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura". No literal e no figurativo. Sim, formamos um grupo que representou água e bateríamos, rebateríamos, uma, mil, um milhão de vezes, o quanto fosse preciso para deixar nosso casal o mais feliz q eles pudessem ser no seu big day, sem medir esforços. Como a água mole mesmo, na pedra dura, vimos a dureza ganhar maciez!

A luz acabou, corre com mais combustível, pq esse gerador vai trabalhar p valer e nunca vi um investimento útil assim. Tipo da coisa q nunca se usa, mas qd é necessária, salva a festa, a vida, o dia, o GRANDE dia.

Estranho descrever. Sinto ondas de emoção só de reviver na memória. Como esse casal conseguiu tudo isso? Canalizar com tanta força e mobilizar tanta gente por uma causa tão sua, q acabou virando nossa? Só pode ser coisa de gente especial. Sim, foram e são. Lindos e especiais! Inesquecíveis! Corajosos, decididos. Um pouco maluquinhos?  Acho q não. "Louco é quem me diz que não é feliz!". A gente foi feliz demais! Conhecemos uma sintonia q até então desconhecíamos. Foi muito significativo. Gratidão e carinho definem; Obg, casal de revista, com história de livros de contos de fada ou de poesias. Amei cada instante!

Fotos: Agência Uai










28 de novembro de 2018