12 de dezembro de 2018

Carla e Rudrigo

A gente já tinha combinado, verbalmente, mais de um ano antes, q eu seria sua cerimonialista. Sei lá se isso foi unilateral ou se ela tb levou a sério. Fato é q, na minha cabeça, ela era minha (e ele), desde então, qd os conheci no casamento da Pri e Robson. O tempo passa e a ideia se concretiza. Eu os conheço e vejo o qt são fofos, decididos, práticos, grandes na altura, maiores ainda no coração. Leves de alma e ando num apreço por gente leve, q nem te conto. 

No meio da caminhada, a vida se mostra frágil. Traz a certeza de não conhecermos meeesmo o q está por vir. Uma rasteira, a perna quebra e quem dera isso fosse literal. O q é uma perna quebrada, qd se tem um destino q define tudo? A vida e sua eterna montanha russa. Vai entender. Contra o q não se escolhe, a opção q resta é escolher como lidar. Imagino quantas interrogações essa noiva teve. Enquanto ela vivia a situação, eu exercitava o q mais amo. Aprender! Aprender, casar e amar, eita 3 verbos q amo tanto.

Carla é doce e educada. Ficava sem jeito de pedir desconto, por respeito ao outro e não queria desmerecer ninguém. Bonitinho demais, isso de agir no coletivo, cada dia vinha mais apreço por ela. A noiva que foi do rock ao axé e conseguiu agradar a todos q ali estavam. A moça q poderia pesar seu big day com uma energia densa, mas escolheu q o dia leve seria seu presente a ele, onde quer q ele esteja. Sim, ela conseguiu! Sim, vimos felicidade e ficamos ainda mais felizes por ela estar daquele jeito. Ela se mostrou serena, iluminada e plena. Foi bom como não imaginei. Foi lindo como desejei. Rudrigo é Rudrigo com u, o que já o definia como único, já que nunca conheci um Rudrigo. Participou da caminhada e, certamente, se tornou ainda mais amado, mais amigo, mais fundamental e o melhor porto seguro da vida dela. Ele zelou por ela e escolheu que aquele seria um dia muuuuito feliz, afinal, não é todo dia q se casa, na realidade, esperamos q seja uma só vez, amém.! Rudrigo tem um olhar incrível q, somado à beleza dela, já fico imaginando o bebê dos dois, q nem aquela tia chata q, um dia após o casamento, já começa a perguntar pelos filhos, "qd virão?" (quem não conhece uma tiazinha dessa, afinal?  rsrs). Mas é natural, quem é do bem, a gente quer q se multiplique! Parabéns, Andrea, sua filha arrasa!

Sempre achei bem clichê encerrar post com agradecimento. Estranho e interessante, sentir a coisa se transformando. Ando bem adepta a finalizar as postagens falando de gratidão. Um desejo de expor ao mundo o qt sou grata a cada  casal q contribui para encher as pavetas do meu coração. Obrigada, Carla e Rudrigo! (À Andrea e Pri + Robson tb, claro).

Fotos: Dante Borges Fotografia






































3 de dezembro de 2018

Mariana e Daniel

Não sei o q acontece, mas tem vez q eu começo e recomeço o post um monte de vezes. Nada a dizer ou muito a dizer. Talvez medo de repetir e parecer cansativa. Logo eu, incansável em reviver casamentos. Logo eu, q enxergo cada um de forma tão particular. Logo eu, q entro de cabeça e me apego com força. Estranha sensação! Com a Mari e Daniel, a coisa tá meio assim. Escrevo e apago, mil vezes. Acho q foi uma caminhada tão intensa, q tá difícil expressar ou compactar. Afinal, não é td dia q temos tanto ineditismo, num ritual q tanto se repete na vida de cerimonialistas.

A sogra da noiva ou mãe do noivo ou apenas Rosana, querida do coração, a quem devo gratidão porque deu início a tudo, num contato formalizado após nos conhecer em um casamento. Obrigada por ser nosso cupido e por acreditar q esse triângulo cerimonial - Mari - Daniel daria tão certo! 

O casamento que começou pequeno e ficou grande, mas permaneceu lindo, desde o primeiro instante!

O casal que disse "COM OU SEM CHUVA, EU SÓ CASO NO JARDIM!". Tá, q doideira. Mas, maluquice maior foi um time todo de profissionais q concordou com a ideia e lá estávamos com São Pedro mandando sorte e fartura, segundo a tradição. Os convidados que também abraçaram a causa e eu nunca imaginei mulheres concordando em molhar seus penteados e seus melhores vestidos por amor ao casal e generosidade, absoluta. Necessária, naquele instante.

A árvore que caiu, quebrou o telhado e molhou a cozinha. Sim, foi uma mega tempestade. E daí? Havia uma energia forte que não permitiu drama nenhum. Queríamos soluções e é impressionante como tudo se torna mais fácil quando as pessoas se unem. Foi bonita a entrega. Um monte de gente agilizando p solucionar o q estava em nosso alcance. "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura". No literal e no figurativo. Sim, formamos um grupo que representou água e bateríamos, rebateríamos, uma, mil, um milhão de vezes, o quanto fosse preciso para deixar nosso casal o mais feliz q eles pudessem ser no seu big day, sem medir esforços. Como a água mole mesmo, na pedra dura, vimos a dureza ganhar maciez!

A luz acabou, corre com mais combustível, pq esse gerador vai trabalhar p valer e nunca vi um investimento útil assim. Tipo da coisa q nunca se usa, mas qd é necessária, salva a festa, a vida, o dia, o GRANDE dia.

Estranho descrever. Sinto ondas de emoção só de reviver na memória. Como esse casal conseguiu tudo isso? Canalizar com tanta força e mobilizar tanta gente por uma causa tão sua, q acabou virando nossa? Só pode ser coisa de gente especial. Sim, foram e são. Lindos e especiais! Inesquecíveis! Corajosos, decididos. Um pouco maluquinhos?  Acho q não. "Louco é quem me diz que não é feliz!". A gente foi feliz demais! Conhecemos uma sintonia q até então desconhecíamos. Foi muito significativo. Gratidão e carinho definem; Obg, casal de revista, com história de livros de contos de fada ou de poesias. Amei cada instante!

Fotos: Agência Uai










28 de novembro de 2018