18 de agosto de 2017

2018!

Ano passado, eu contei e repito a dose. Eu amo esse momento. Comprar a agenda nova, ver o número do ano q virá, sentir o cheirinho, escolher a capa, admirar a ilustração, curtir os adesivos q nem criança. Não consigo abrir mão do papel neste instante. Traz alegria, sensação de renovação, esperança, desejo de ver a agenda muito recheada. Totalmente preenchida por noivos, compromissos, muita ocupação neste ofício q tanto amo. A agenda me fortalece. Adoro escrever à não o nome de cada casal do ano seguinte, imaginar quem virá nos dias livres, sonhar, cuidar, planejar. Os anos passam e ver q o sentimento permanece, com o entusiasmo lá de trás, de quando comecei e adquiri a primeira agenda, me traz a alegria por ter acertado na escolha do q fazer da vida. Amo o cansaço da noite mal dormida, amo até as aflições dos noivos e a felicidade, amo ainda mais. Amo as reuniões. Amo preparar check list gigante. Amo a dor no pé (especialmente o esquerdo), a olheira, a cabeça q parece explodir num dia pós-evento. Amo a jornada do fim de semana, o sábado q começa cedo e termina no domingo, às vezes, só na manhã dele. Amo ver todos se divertindo, enquanto eu trabalho. 

Q venha um 2018 mais suave a cada brasileiro de bem! Um empresariado menos sufocado e ao mesmo tempo mais decente. Um mercado de casamentos sempre feliz, porém menos corrupto. Esse ano a coisa foi brava, poluiu geral. Com o argumento da crise instalada, as pessoas se permitiram corromper. Ainda não sei porque levanto tanto a bandeira. Talvez seja pura e simplesmente pela tranquilidade do dever cumprido. Prometido aos pais q me educaram, à filha a quem sirvo de modelo e aos noivos q acreditam e esperam isso de mim. Q nunca me faltem forças, mesmo quando o colega ao lado engorda tanto seu cofrinho, com dinheiro fácil, velado e roubado dos noivos q confiaram seus grandes dias em mãos q tomam obscuramente. Segue a caminhada e a luta, não solitária, mas muito minguada... Por dias melhores p sempre!!!!


10 de agosto de 2017

Nayara e Daniel

Ah, a Nay! Como eu ando suspirando ao falar das minhas noivas... Já falei mil vezes, mas envelhecer me tornou muito mais capaz de amar. Eu amo meu trabalho com uma força q poucos imaginam. Eu amo meus noivos com uma força q poucos imaginam. Fiquei longe de conseguir minhas pretensões salariais da adolescência. Mas, alcancei um patamar de realização pessoal ao seguir minha vocação, num grau inimaginável na adolescência e até na vida adulta tb. Bem feliz com minhas Nays!!!!

Nay chegou após um plantão de horas (ou alguns plantões emendados de horas). Tinha os olhos cansados, coisa de gente q batalha, e o entusiasmo legítimo da noiva q começa a preparar o casamento. Foi definitiva ao chegar e ficar. Não visitou outros cerimoniais. Veio e ficou. Prática e decidida. Como sinto saudades da presença tão constante q ela me trouxe. Uma das noivas mais presentes q conheci. Saudades das trocas de ideias, dos áudios de 5 minutos, do celular apitando à meia noite, como se fosse meio da tarde, da confiança e cuidado q demonstrou, do casamento tão bem planejado. Saudade das nossas afinidades absolutas e até de qdo a preferência era tão diversa, q tinha td p dar choque, mas a gente transformava o q seria choque em risadas e carinho. Ah, como amei!

Minha noiva merecedora! Moça q tem pq não foge à luta! Q conquista pq se entrega! Não me lembro de ouvir reclamação. Tanto chilique q ouço de um monte de gente q acha q trabalha d+. E ela, na semana do casamento, se sentindo totalmente sossegada, pq só tinha 3 plantões noturnos e todas as manhãs ocupadas até às vésperas do casório. Sei q tem td teoria de não se matar de trabalhar, mas, me desculpem, gosto sim. Gosto de ver quem vence c suor. Q cada gota de seu suor e do Daniel seja convertida em prosperidade, força e muuuuita alegria. Ah, e em áudios intermináveis, dos quais sinto tantas saudades!!!! Apareça sempre, minha noiva do coração. Obg por me inspirar.

Fotos: Sandra Mendes Photography













25 de julho de 2017

Paula e Artur

O q dizer da noiva simpatia, q chegou e me conquistou de imediato, com seu sorriso presente, sua doçura, sua pontualidade britânica? Veio só, a princípio e mostrou-se decidida. Trouxe boas escolhas, era amiga de outras noivitas q eu já adorava e, claro, não demorei nada a perceber q a missão caminhar junto era ordem adotada por mim desde aquele instante. 

Passados alguns dias, Paulinha volta com Patrícia. Mãe tão linda quanto. As duas se complementavam. Uma era fogo e a outra água, a euforia e a calmaria, a fala acelerada e intensa com a mansidão da palavra suavemente pronunciada. Eita, mistura boa de energia! Amei! Enquanto conversávamos, aquela notícia tão maluca do Moro liberando o áudio da Dilma. A gente conversava do casório e ouvia buzinaço. Paulinha falava do vestido e Patrícia dizia q queria o  povo fervoroso na rua. E, assim, sorríamos, assinávamos o contrato, planejávamos o futuro do cidadão e o futuro casamento. A moça q fez história em um dia histórico. Nunca me esquecerei! 

Eu já disse e repito: as noivas Fabricadas com país em plena crise me trouxeram um sabor e um valor muito especial. Quando se tem fartura, aquilo se torna usual. Quando se torna mais raro, tem-se a noção da preciosidade. As noivas da crise, de fato, me mostraram um novo mundo. A realidade do q é respeitar seu trabalho, do q é escolher por critério qualitativo, de valorizar além do leilão casamentício instalado, tão difícil de lidar (difícil p noiva e p o profissional). O mercado poluído, as panelas, as comissões. Mas, existem as noivas q se desviam disso, sempre trazendo força e determinação para continuarmos. Paulinha foi e é muito importante! A moça certa na hora certa!

Não me esquecerei da fofura permanente, do vestido de bolsos, do "causo" do noivo forrozeiro só q não, da mãe linda com seu vestido q a fazia brilhar como td mãe merece. De cada áudio, me chamando "OI, CERIMONIALISTA QUERIDA". Da sobrinha mais boneca da vida. Do cabelo impecável, da beleza elegante, da noiva com cara de sofisticada. Da mãe q lia cada postagem e já imaginava a da filha, como esquecer de quem deixou tantas marcas? Q tchurma deliciosa!!!! Como é bom recordar e perceber q as memórias trazem onda de felicidade e carinho. Vcs me encantam e trouxeram sossego e alegria, num momento do país tão desassossegado... q meus dias se encham de Paulinhas, Arturs, Patrícias, etc, etc, etc. Gratidão! Minha gratidão é tão histórica quanto a gravação liberada por Moro, tenham certeza!

Fotos: Fernando Trancoso






 























19 de julho de 2017

Rosi e Antônio - bodas de pérola

E a minha vida tem dessas oportunidades. Estreitar laços, conhecer melhor, celebrar junto, experimentar instantes preciosos da vida do outro q tornam a minha própria mais plena. A Rosi e o Antônio têm se tornado exatamente assim. Instrumentos de união familiar e de comemoração. A arte de receber bem e de nos proporcionar momentos realmente inesquecíveis. Sem eles, nosso junho não teria sido o mesmo. Nem julho. Menos ainda nossos dezembros. Têm minha gratidão eterna e meu carinho.

Missão de trabalho é coisa q levo muito a sério. Missão de trabalho em família, qse me enlouquecem. De medo, de ansiedade, de não conseguir corresponder. Qd o desejo é muito intenso, às vezes, ele nos paralisa. Para isso não acontecer, eu me jogo com força. Sei não, mas achei o resultado tão bom... tãããão boooooom. Fui feliz, além da conta, ali! 

Conheci um pouco mais de cada um deles. Admirei. Agradeci por confiarem e me permitirem fazer o q mais amo. Parabenizei pelo cuidado. Agradeço o carinho e respeito. Agradeço o fortalecimento dos nossos laços  e desejo q se tornem nós, bem firmes e impossíveis de desatar. Tenham certeza de que o coração nunca mais será o mesmo depois de tudo. Obrigada, querida Rosi, obrigada tio, obrigada prima q, um dia, apareceu e iniciou essa caminhada deliciosa. Já sinto saudades! Q venham muitos outros instantes da alegria tão genuína q tivemos.

Fotos: Dante Borges